Reflexos de colonialidade nas práticas de coleta musical: uma análise da relação entre informantes e folcloristas
Palabras clave:
Colonialidade, Coautoria musical, Etnomusicologia, Práticas de coleta musical, FolcloristasResumen
Este artigo apresenta uma reflexão sobre a relação entre os “informantes” Adrovaldo Martins dos Santos e Waldemar Ferreira dos Santos e compositor Camargo Guarnieri durante II Congresso Afrobrasileiro de 1937, visando compreender o exercício de “coleta musical” praticados pelos folcloristas na época como uma prática colonial. Propomos, assim, abandonar a nomenclatura redutora “informante” e reconhecer tais sujeitos como coautores do saber musical transmitido. Como referência deste assunto, será utilizado o volume I do Acervo de Pesquisas Folclóricas, chamado “Melodias Registradas por Meios Não Mecânicos” publicado por Oneyda de Alvarenga em 1946, com ênfase na Coleção III transcrita por Guarnieri. Outro material de pesquisa utilizado é a obra “Dois Corais mistos: Obialá Koro Yemanjá Oto” de Kilsa Setti, publicado em 1958.