Tocar é Saber

ancestralização e práticas musicais afro-diaspóricas como epistemologias encarnadas

Autores

  • Ferran Tamarit PPGM/UNIRIO

Palavras-chave:

Ancestralização, Musipensar, Pedagogia decolonial, Fundamentos musicais, Candomblé

Resumo

Este artigo discute a ancestralização como categoria político-epistêmica fundamental para compreender os modos de saber, ensinar e criar nas musicalidades afro-diaspóricas, com ênfase no candomblé. Com base no conceito de musipensar, articulado entre vivência ritual e reflexão acadêmica, propõe-se uma pedagogia enraizada na oralidade, corporeidade e temporalidade espiralar. Dispositivos como rodar a base são compreendidos como tecnologias composicionais de reinvenção com fundamento, que expressam uma epistemologia encarnada e relacional. A ancestralização é entendida como processo contínuo de atualização criativa, legitimada pela senioridade e pela escuta coletiva. O artigo aponta para a necessidade de uma pedagogia decolonial que reconheça os saberes dos tamboreros como formas legítimas de conhecimento e defende políticas de valorização dessas práticas e mestres.

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Publicado

2026-04-19

Como Citar

Tamarit, F. (2026). Tocar é Saber: ancestralização e práticas musicais afro-diaspóricas como epistemologias encarnadas. ANPPOM. Recuperado de https://anppom.emnuvens.com.br/congresso/article/view/78

Edição

Subáreas

ST 09 - Música e Pensamento Afrodiaspórico

Formatos