A polifonia implícita na obra de Joaquim Callado

análise de três peças

Autores

  • Eric Teixeira UNIRIO
  • Guido Tornaghi Unirio

Palavras-chave:

Joaquim Callado, Polifonia implícita, Choro

Resumo

No presente trabalho, analisamos a polifonia implícita na obra do flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Callado (1848-1880). A partir da audição de obras do compositor, selecionamos trechos de duas polcas e uma quadrilha em que há a percepção de diversas vozes independentes dentro de um contexto monofônico, recurso denominado polifonia implícita. Utilizamos a abordagem de Stacey Davis para a análise dos trechos, que consiste em identificar os momentos na melodia em que há mudanças de vozes. A presença de saltos repentinos (maiores que quarta) é um dos principais indicativos dessas mudanças, principalmente quando os saltos separam fragmentos em que o movimento melódico se dá por pequenos intervalos. Constatamos, dessa forma, que essas mudanças de voz resultam no surgimento de diferentes figuras rítmicas ocultas em meio ao fluxo melódico constante destas músicas. Com este estudo, levantamos a hipótese de que a polifonia implícita teria sido utilizada por Callado para indicar aos cavaquinistas e violonistas os possíveis caminhos harmônicos, levadas rítmicas e melodias de contraponto a serem empregados nas músicas, uma vez que a prática de acompanhamento de choro no século XIX era pautada pela oralidade e realizada em tempo real.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-10-21

Como Citar

Teixeira, E., & Tornaghi, G. (2026). A polifonia implícita na obra de Joaquim Callado: análise de três peças. ANPPOM. Recuperado de https://anppom.emnuvens.com.br/congresso/article/view/720

Edição

Subáreas

ST-6. Choro em foco: educação, acervos e performance em perspectiva patrimonial

Formatos