Entre a rua e a academia

trajetórias formativas de quatro bateristas pernambucanos

Autores

  • Marcos Silva Instituto Federal do Ceará

Palavras-chave:

Bateria, Percussão, Capital cultural, Música pernambucana, Formação musical

Resumo

Resumo. Este artigo analisa as trajetórias formativas de quatro bateristas pernambucanos Augusto Silva, Ebel Perrelli, Cássio Cunha e Tostão Queiroga — buscando compreender como diferentes processos de formação musical contribuíram para sua consolidação como referências na música popular brasileira. Fundamentado principalmente nas contribuições de Pierre Bourdieu acerca do capital cultural e dos processos de socialização, o estudo parte de um recorte de pesquisa de mestrado desenvolvida a partir de entrevistas semiestruturadas realizadas com os músicos. Os resultados indicam que a constituição de suas trajetórias profissionais não pode ser explicada por um único modelo de formação, mas pela articulação entre experiências formais, não formais e informais de aprendizagem. Observou-se ainda que a socialização familiar, a atuação profissional e o contato com manifestações da cultura popular pernambucana desempenharam papel decisivo na construção de suas identidades musicais. Além disso, os músicos investigados desenvolveram processos de recriação das tradições percussivas locais, contribuindo para a consolidação de uma linguagem baterística marcada pelo diálogo entre tradição e inovação. Conclui-se que a legitimação desses artistas resulta da combinação entre capital cultural, experiência profissional e capacidade de reelaboração das matrizes culturais presentes na música popular pernambucana.

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Publicado

2026-10-21

Como Citar

Silva, M. (2026). Entre a rua e a academia: trajetórias formativas de quatro bateristas pernambucanos. ANPPOM. Recuperado de https://anppom.emnuvens.com.br/congresso/article/view/679

Edição

Subáreas

ST-4. Percussão no Brasil: Estado da Arte, Desafios e Perspectivas Contemporâneas

Formatos