Musicoterapia e Modelo Denver
contribuições para o desenvolvimento da imitação em crianças com TEA
Palavras-chave:
Musicoterapia, Transtorno do Espectro Autista, Modelo Denver de Intervenção Precoce, neurônios-espelho, neurodivergênciaResumo
Este estudo investiga as contribuições da Musicoterapia para o desenvolvimento das habilidades de imitação em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estabelecendo uma interface com o Modelo Denver de Intervenção Precoce (Early Start Denver Model). A imitação é reconhecida na literatura científica como um dos pilares do desenvolvimento humano, estando diretamente relacionada à aprendizagem social, à comunicação e à aquisição da linguagem. Nesse contexto, o objetivo geral da pesquisa foi analisar de que maneira a intervenção musicoterapêutica pode favorecer o desenvolvimento das habilidades de imitação em crianças com TEA a partir dos pressupostos teóricos do Modelo Denver. A pesquisa caracteriza-se como um estudo de abordagem qualitativa, desenvolvido por meio de revisão bibliográfica de autores das áreas da neurociência, psicologia do desenvolvimento e musicoterapia, com destaque para Rogers e Dawson (2014), Bruscia (2000, 2016), Barcellos (2016), Freire et al. (2018), Parizzi e Broock (2022). A análise da literatura evidenciou que a música apresenta características estruturais que favorecem processos de engajamento, sincronização e interação social. Os resultados indicam que recursos musicoterapêuticos, como improvisação musical, espelhamento sonoro, estímulos musicais provocativos, podem contribuir para o desenvolvimento da imitação, ampliando as possibilidades de intervenção voltadas ao fortalecimento das habilidades comunicativas e sociais de crianças com TEA.