Música Participativa

notas para uma musicologia cosmopolita a partir da teoria de Thomas Turino

Autores

  • Raphael Duarte Alves Augusto UDESC
  • Guilherme Antônio Sauerbronn de Barros UDESC

Palavras-chave:

música participativa, Discrepâncias participativas, Colonialidade, Cosmopolitismo

Resumo

A presente comunicação propõe uma reflexão teórica preliminar sobre a qualidade democrática de eventos musicais abertos à livre participação da população. Em particular, objetiva-se introduzir o conceito de “participação” em performances musicais através de uma breve revisão da literatura etnomusicológica. Aborda-se inicialmente noções precursoras da participatividade em etnomusicologia, destacando a teoria das discrepâncias participativas do etnomusicólogo Charles Kyle. A parte central do texto introduz a teoria dos campos participativo e apresentacional elaborada por Thomas Turino em Music as social life (2008). Conclui-se a partir das referências aqui expostas que é possível vislumbrar um campo de estudos musicológicos a partir do reconhecimento do propósito participativo como fundacional. Essas categorias, enfim, possibilitam a transformação do paradigma que estrutura as nossas expectativas sobre a prática musical: de uma lógica objetivista, centrada na apresentação, autoria individual e consumo, para uma ética do musicar coletivo, inclusivo e participativo.

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Biografia do Autor

Raphael Duarte Alves Augusto, UDESC

Possui Licenciatura em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2016); Mestrado na área de musicologia, etnomusicologia e processos criativos (2020) pela mesma instituição de ensino, e Mestrado em Musicoterapia pela Universidade Lusíada de Lisboa. É violonista, compositor e "cantautor", desenvolvendo material educacional nas áreas de educação musical e musicologia na plataforma YouTube (Canal: Fluxo Musical). Possui experiência em improvisação musical enquanto ferramenta pedagógica e terapêutica, tendo coordenado encontros semanais de improvisação musical para músicos e não músicos entre 2015 e 2016 no campus da UDESC, e tendo participado ativamente, a partir de 2013, dos encontros de improvisação musical livre conhecidos como "tocata", coordenados desde o início da década de 1990 pelo músico improvisador Leopoldo (Polo) Cabrera Zuniga, em Florianópolis. A improvisação livre constitui metodologia central também no caso do estágio em musicoterapia (mestrado profissional em musicoterapia - Universidade Lusíada) realizado com adolescentes em situação de risco na Escola Básica Integrada Manuel da Maia, Lisboa, entre 2022 e 2023.Possui experiência profissional como professor particular de música desde 2013, com foco em aulas de instrumento (violão), teoria e percepção musical. Também deu aulas individuais e coletivas enquanto professor autônomo de musicalização nas creches Small Land (Loures/Lisboa) e A Escolinha (Algés/Lisboa) entre 2022 e 2023. Tem interesse e experiência com o estudo de Linguística e Filosofia.

Guilherme Antônio Sauerbronn de Barros, UDESC

Possui graduação em Música - Bacharelado em Instrumento Piano pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO (1994), Mestrado em Música - Instrumento Piano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (1998) e Doutorado em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2005). É Professor Titular na Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC e vice coordenador do PPGMUS/UDESC, onde orienta trabalhos de mestrado e doutorado e coordena projetos de pesquisa. Tem vasta experiência como camerista e desenvolve pesquisa nas áreas de análise musical, estética e interpretação musical, abordando os seguintes temas: piano, análise musical, Schenker, Ernst Mahle, harmonia, estética, música de salão. Em 2017 lançou, juntamente com o violoncelista Hugo Pilger, o CD A Integral para Violoncelo e Piano de Ernst Mahle, premiado em 2019 no Prêmio Açorianos (RS) nas categorias: melhor CD erudito, melhor intérprete, melhor compositor. Foi editor da revista DAPesquisa (2009 a 2013) e atualmente é membro do corpo editorial da revista Debates (UNIRIO). Foi editor convidado do Art Reseach Journal (2017-2024) e editor permanente e fundador da revista Orfeu, do PPGMUS-UDESC (desde 2015). É membro da diretoria da TeMA - Associação Brasileira de Teoria e Análise Musical desde 2018, na qual atualmente ocupa o cargo de Presidente (biênio 2025-2026).

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Publicado

2026-10-20

Como Citar

Alves Augusto, R. D., & Sauerbronn de Barros, G. A. (2026). Música Participativa : notas para uma musicologia cosmopolita a partir da teoria de Thomas Turino. ANPPOM. Recuperado de https://anppom.emnuvens.com.br/congresso/article/view/561

Edição

Subáreas

SA-6. Musicologia

Formatos