Música Participativa
notas para uma musicologia cosmopolita a partir da teoria de Thomas Turino
Palavras-chave:
música participativa, Discrepâncias participativas, Colonialidade, CosmopolitismoResumo
A presente comunicação propõe uma reflexão teórica preliminar sobre a qualidade democrática de eventos musicais abertos à livre participação da população. Em particular, objetiva-se introduzir o conceito de “participação” em performances musicais através de uma breve revisão da literatura etnomusicológica. Aborda-se inicialmente noções precursoras da participatividade em etnomusicologia, destacando a teoria das discrepâncias participativas do etnomusicólogo Charles Kyle. A parte central do texto introduz a teoria dos campos participativo e apresentacional elaborada por Thomas Turino em Music as social life (2008). Conclui-se a partir das referências aqui expostas que é possível vislumbrar um campo de estudos musicológicos a partir do reconhecimento do propósito participativo como fundacional. Essas categorias, enfim, possibilitam a transformação do paradigma que estrutura as nossas expectativas sobre a prática musical: de uma lógica objetivista, centrada na apresentação, autoria individual e consumo, para uma ética do musicar coletivo, inclusivo e participativo.