Entre tocar e jogar

Autores

  • Caio Silva Souza UNIRIO
  • Daniel Fils Puig UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia

Palavras-chave:

Trilha sonora, Jogos eletrônicos, jogador, intéprete

Resumo

Este trabalho investiga as práticas musicais mediadas por videogames, com foco na relação entre interatividade, trilha sonora e agência do jogador. A partir de autores como Collins, Nyman, Villberg e Keller, propõe-se que jogar pode ser entendido como uma prática musical não tradicional, marcada por indeterminação e simulação sonora. Jogos de ritmo musical, como Guitar Hero, promovem uma experiência de performance simulada, baseada na reprodução perfeita de trilhas pré-gravadas, configurando um simulacro da prática musical. A música nos games se apresenta como um sistema dinâmico e não-linear, no qual o som emerge de forma responsiva às ações do jogador. Essa prática amplia a noção de instrumento e desafia os papéis tradicionais de compositor, intérprete e ouvinte. Argumenta-se que o jogador deve ser compreendido como agente interativo, cuja manipulação sonora resulta em experiências musicais singulares.

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Publicado

2026-04-18

Como Citar

Souza, C. S., & Puig, D. F. (2026). Entre tocar e jogar. ANPPOM. Recuperado de https://anppom.emnuvens.com.br/congresso/article/view/226

Edição

Subáreas

SA-1. Composição e Sonologia

Formatos