Entre tocar e jogar
Palavras-chave:
Trilha sonora, Jogos eletrônicos, jogador, intépreteResumo
Este trabalho investiga as práticas musicais mediadas por videogames, com foco na relação entre interatividade, trilha sonora e agência do jogador. A partir de autores como Collins, Nyman, Villberg e Keller, propõe-se que jogar pode ser entendido como uma prática musical não tradicional, marcada por indeterminação e simulação sonora. Jogos de ritmo musical, como Guitar Hero, promovem uma experiência de performance simulada, baseada na reprodução perfeita de trilhas pré-gravadas, configurando um simulacro da prática musical. A música nos games se apresenta como um sistema dinâmico e não-linear, no qual o som emerge de forma responsiva às ações do jogador. Essa prática amplia a noção de instrumento e desafia os papéis tradicionais de compositor, intérprete e ouvinte. Argumenta-se que o jogador deve ser compreendido como agente interativo, cuja manipulação sonora resulta em experiências musicais singulares.